quinta-feira, 3 de maio de 2018

FEIRA DO LIVRO EM MACHICO


Feira do Livro arranca hoje em Machico

03 MAI 2018 / 09:33 H.






A VIII Edição da Feira do Livro Francisco Álvares de Nóbrega decorre a partir de hoje, e até ao próximo dia 6 de Maio, no Largo da Praça, em Machico.
A iniciativa da Câmara Municipal de Machico insere-se política de acção cultural promovida pela autarquia, compreendendo um programa de actividades diverso.
Hoje e amanhã, os eventos recairão essencialmente sobre o público infanto-juvenil sendo as escolas convidadas a se associarem às festividades.
No fim de semana as actividades serão vocacionadas para o público em geral. De destacar, nestes dias: a ‘Hora do Conto’ promovida pela contadora de histórias e promotora cultural, Leda Pestana, a actuação do grupo Charamelas da EB1/PE e Creche Eng. Luís Santos Costa e o lançamento do livro ‘A Mara salva os Roazes’, da autoria da equipa dos serviços educativos do Museu da Baleia.
Amanhã (dia 4 de Maio) o enfoque vai para a apresentação do XII concurso literário Francisco Álvares de Nóbrega, uma iniciativa da Junta de Freguesia de Machico, que visa incentivar a produção literária original no público infanto-juvenil e adulto.
Já no sábado, paralelamente às horas do conto e aos workshops que serão dinamizadas, será apresentado o livro ‘Templo de Luz’, de Adelaide Freitas, e como ponto alto do dia haverá uma tertúlia de autores madeirenses (que contará com a presença de Natasha Silveira e Bruno Silveira, Valentina Ferreira e Joana Martins). A animação estará a cargo da Banda Municipal de Machico.
No último de dia de feira, o programa será mais preenchido, destacando-se dois grandes momentos: o lançamento do livro ‘Poemas Iguais aos dias desiguais’, da autoria do Padre José Martins Júnior e a conferência ‘600 anos de literatura’, por Luísa Paolinelli (docente da Universidade da Madeira), no âmbito das comemorações dos 600 anos dos descobrimentos da Madeira e Porto Santo.
A feira encerra, no domingo, com uma ‘Hora do Conto’, no Forte de Nossa Senho do Amparo.
Diário de Noticias de 03/05/2018

terça-feira, 24 de outubro de 2017

MACHICO AO NATURAL

Diapositivo de Machico em 1977. Qualquer semelhança com a paisagem actual

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

RENASCER DA MATUR?

Segundo a edição do Jornal da Madeira de hoje, 16 de Novembro de 2016, que segue em anexo. 

Um grupo empresarial madeirense comprou grande parte dos terrenos da antiga Matur, onde funcionava a piscina, entretanto abandonada, e ainda um amplo espaço agora ocupado por mato.
O objetivo, conforme apurou o JM é o de ali construir habitação mas também um hotel, virado para a falésia. No essencial, o projeto que a empresa "Habitsolution", do ramo imobiliário, apresentou à Câmara Municpal de Machico para aprovação, pretende recuperar um pouco do brilho e a fama que teve, durante anos, aquele que teve, durante anos, aquele complexo turístico em Água de Pena.
Saiba mais sobre esta notícia na edição de hoje do JM.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

O TEMPO E O VENTO

O tempo e o vento


O dia tinha realmente 24 horas! Bastava ver que o tempo era medido, no acordar com o barulho na cozinha, pelo cheiro a café e a torradas que subia até ao andar superior. Sabíamos que era hora de levantar quando o Sol inundava as verdes venezianas, e os seus raios cintilantes procuravam uma nesga na madeira para entrar nos aposentos.  Depois passava a manhã a pesquisar os montes, pequenas elevações do terreno onde pinheiros bravos abraçavam-se ao sabor do vento. Por vezes parava, para escutar o som do vento passando entre a folhagem de agulhas afiadas. Procurava pinhas, colhendo no chão as mais perfeitas ou as que achava serem as mais bonitas. Era certo que as minhas preferidas iriam acompanhar-me até à cidade, até que um dia possivelmente de chuva no Outono, acabariam por ser pintadas de prateado para decorarem a lapinha quando chegasse o Natal. As tardes eram cadenciadas como as longas ondas que balançavam no oceano, entre o triângulo que ia da Ponta de Santa Catarina, às Desertas e à Ponta de São Lourenço. Podia acompanhar os pequenos veleiros, os “carreireiros” que levavam mercadorias de e para o Porto Santo, desde que apontavam lá para os lados do farol até desaparecerem por completo rumo ao Garajau e à cidade do Funchal. E havia tempo para seguir com o olhar, o pequeno risco de espuma onde a proa rasgava o azul do mar. Depois à medida que a noite avançava, ficávamos inertes, sentados no comprido banco de cimento que formava a baia, no terreiro circundante à casa, seguindo o imenso luzeiro de barcos de pesca na sua faina nocturna ou um paquete, que cruzando o horizonte seguia o seu destino. A  a imagem, essa ficava no nosso pensamento e com ela os primeiros sinais de sonolência ou um bocejar mais dramático e sonoro que nos conduziria ao vale dos lençóis. E tudo em 24 horas!
Por curiosidade, uma das pinhas acompanhou-me durante décadas a fio! Trouxe-a um dia no fundo de uma mala, como se fosse uma pequena jóia preciosa. Estava pintada de cor prata. Na parte inferior, a servir de suporte tinha um pequeno quadrado de madeira, de modo a mantê-la sempre direita no presépio. Por baixo, podia ver escrito a caneta com uma caligrafia infantil, o seguinte: - Água de Pena – 1966.   
Como um búzio que se encosta ao ouvido e se tem a percepção de ouvir o mar, naquela simples pinha, eu escutava os pinheiros assobiando ao sabor do vento, o cheiro a resina e a brisa quente bailando sob o meu rosto. E tudo em apenas 24 horas…


CAM

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

AS CORES DAS HIGHLANDS

AS CORES DAS HIGHLANDS


O programa era da National Geographic. Imagens das Terras Altas da Escócia, nas diversas épocas do ano. Os campos dourados, as montanhas banhadas pelo Sol, a casa rural na charneca onde um agricultor colhia cereais. Confesso que fiquei fascinado pelos tons quentes do fim de estação estival. Veio então à minha memória que aqueles eram precisamente os mesmos dourados dos teus cabelos, ondinhas e ondinhas sem fim, a tua face salpicada de milhentas sardas sardas, pintinhas que eu dizia serem feitas de beijinhos. Recordei então que me falavas tinham vindo em veleiros ao sabor das correntes, em busca de outras terras, quando a nave encalhou numa qualquer praia de areias negras, e por cá ficaram alguns séculos, vivendo com a saudade das Higlands, aroma de whiskies amadurecidos e kilts de cores quentes. Fiquei a imaginar que os dourados dos teus cabelos eram prolongamentos dos mesmos campos que eu via, que a charneca onde o gado pastava e os altos rochedos  banhados pelo astro rei e lá estavam as ondinhas e ondinhas dos campos de rito batidos pelo vento espraiando-se no infinito. E eu recordava-me de ti e do teu sorriso viajando pelos campos da Escócia, embalado em histórias de monstros no Loch Ness.  
IM MEMORIAM MATER