sábado, 20 de dezembro de 2008

VELHO CEDRO

VELHO CEDRO
Velho cedro cansado, debaixo da tua sombra
venho descansar a penumbra do teu olhar.
Velho cedro ao sabor do vento
traz-me noticias, alento,
para a minha alma
e esse mar imenso doi tanto
que mal aguento estar em teus braços
como mãe e seu rebento
e te amar ...
CAM

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

VARANDA

A varanda era o local das tertúlias, da poesia de colocar a leitura em dia, de longas sonecas nas tardes de Verão. E o horizonte vasto espraiando felicidade... de quem tem o mundo na palma da mão!

UM BALOIÇO PARA DOIS

Um baloiço para dois

Noite de prata,
A Lua incide sobre o Atlântico imenso
O Farol de S. Lourenço parece enamorado
Pelo Farol da Deserta,
cada um à vez brilha seu movimento. Nós olhamo-nos
e no baloiço do jardim nem nos falamos. Incrédulos,
pelo silêncio de uma noite de Verão. Beijo a tua face
e nada dizes, olhas-me nos olhos, reluzem amor.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

MACHICO - 1964

Machico - ano de 1964
A praia de calhau, o campo de futebol de terra batida
Ao lado, barcos de pesca descansam da faina.
Note-se o pequeno casario da vila, a igreja e o mercado.
O risco da ribeira e a mancha verde da copa das árvores junto à igreja.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

ANA D' ARFET

ANA D’ARFET


Ermida de S. Roque, fim de tarde quente
E o horizonte tão distante
Sinto o prazer dos frescos plátanos.
Casais de namorados espiam
as águas da baía. Ondinhas beijam meus pés
sinto a presença junto ao meu ombro,
teu encanto e enamoramento.
Tua silhueta junto à praia
Negrumes da minha alma passando,
Revejo tua imagem nas águas
Basálticos promontórios
Espelham nosso olhar
Palavras para quê, se te vejo
Imóvel hirta sobre a praia.



segunda-feira, 17 de novembro de 2008

MACHICO 1955

Machico com o seu campo de futebol e a praia de calhau de areia preta. Repare-se no imenso arvoredo que circundava a baixa da vila, com os seus imensos plátanos.
Criança junto à Baía de Machico. Repare-se ns roupas que se usavam na época e no sofrimento que seria a dependência de carregar a água para casa, trabalho muitas vezes suportado pelas crianças.

sábado, 15 de novembro de 2008

UM MOSQUITO NAS DESERTAS

Deitado sob a terra vermelha, sentindo a aragem quente de Verão, o velho cedro oscilava o seu aroma pelo ar. Depois nos velhos binóculos Zeiss, espreitava o horizonte em busca de navios suspeitos de piratas, porventura um baú abandonado pelo Capitão Kid ou regulando as lentes à procura do famoso "Mosquito nas Desertas", que nunca consegui encontrar!