quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

TERRA DE MENINOS

Quando era criança, os adultos tratavam-me por menino. As outras crianças eram “os pequenos ou pequenas” conforme o seu estrato social. Quando viajava pelo campo, independentemente da idade ou do seu estado civil que possuísse, eram os forasteiros obsequiados com o título de menino ou menina. As empregadas que residiam na minha casa, trataram-me toda a vida como o menino. Era uma forma carinhosa e acima de tudo o respeito de tratar as pessoas, só vista no campo da Madeira. Confesso que me fazia confusão! De igual modo, quando se cruzavam com outras pessoas, davam sempre os Bons Dias ou Boas Tardes! À alguns anos, Zélia Gattai, esposa de Jorge Amado, escreveu um livro com o titulo de “Chão de Meninos” (povoação perto de Mafra) por achar o nome enternecedor. Por sua vez os Galegos tratam muitas vezes os seus cidadãos por “nenos ou nenas ” (meninos ou meninas) com a mesma formalidade que nunca os ouço designar “os velhos”. Essa designação é apelidada seja na Galiza ou na Espanha castelhana por “mayores”! Confesso que nunca liguei a estes títulos honoríficos, embora os compreenda no passado um pouco feudal da Madeira, mas apeteceu-me tocar neste assunto, até porque nestas coisas dos blogues, temos a grande vantagem de podermos exprimir livremente as nossas ideias.
Como gesto final, terei de homenagear aquela maravilhosa Augusta.

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