sexta-feira, 24 de abril de 2009

NOVO ESTALEIRO EM ÁGUA DE PENA


Novas infra-estruturas serão inauguradas na próxima segunda-feira

Barcos de São Lázaro com novo estaleiro

A zona da ponte de São Lázaro, logo à entrada do porto do Funchal, na Avenida Sá Carneiro, deverá ser alterada muito em breve. De acordo com as informações que recolhemos junto do secretário regional do Equipamento Social, Luís Santos Costa, as embarcações de recreio, que usavam aquele estaleiro, deverão passar a utilizar as novas instalações em Água de Pena para procederem às habituais revisões.O novo estaleiro para embarcações de recreio de Água de Pena, uma obra da responsabilidade da Secretaria Regional do Equipamento Social, será inaugurada na próxima segunda-feira pelo chefe do Executivo madeirense. A cerimónia, de acordo com a informação que nos foi facultada, está agendada para as 18h00.De acordo com o secretário regional este empreendimento, que representa um investimento público superior a 2,7 milhões de euros, trata-se de uma obra que vem dar um aproveitamento àquela área, uma plataforma que fica por baixo da pista do Aeroporto Internacional da Madeira, onde está instalado, também, o parque desportivo de Água de Pena». Este estaleiro, tal como recordou o secretário regional do Equipamento Social, vem também substituir o estaleiro que tem vindo a funcionar, até agora, em São Lázaro, mas que, por força das obras de remodelação do porto do Funchal, terá que sair dali. E, nessa medida, o Governo inscreveu no seu programa a realização desta infra-estrutura, justamente, com essa finalidade». Novo estaleiro com melhores condiçõesPor isso, acrescentou Luís Santos Costa, «logo que estejam reunidas as condições, porque, entretanto, foi aberto concurso público para a gestão daquele espaço, passará a funcionar, lá, o estaleiro».Luís Santos Costa refere ainda que o novo estaleiro oferece uma maior capacidade para acolher embarcações que em São Lázaro, dispondo de quase quatro vezes a área onde funciona actualmente. Além de ter ainda a vantagem de ser “coberto”, uma vez que está situado por baixo do Aeroporto Internacional da Madeira, cuja pista acaba por funcionar como um “abrigo”.Exploração concedida dentro de 60 diasO novo estaleiro de embarcações de recreio de Água de Pena, que deverá ser inaugurado na próxima segunda-feira, deverá depois ser dado à exploração de privados, através de concurso público a lançar em breve.De acordo com o secretário regional do Equipamento Social, dentro de, sensivelmente, 60 dias, o novo estaleiro deverá ser possível entrar em funcionamento.Depois, quando as embarcações tiverem de ser reparadas poderão fazê-lo nos novos estaleiros. Luís Santos Costa diz que não haverá necessidade de proceder à transferência de qualquer tipo de equipamento, dado que o empreendimento em Água de Pena está dotado de todas as condições necessárias. Quanto às embarcações que possam estar abandonadas na zona de São Lázaro, o secretário regional do Equipamento Social diz que serão adoptadas as medidas previstas na lei, à semelhança do que acontece, por exemplo, com os veículos “esquecidos” na via pública.Por outras palavras, esclareceu Luís Santos Costa, os estaleiros «não são para funcionar como depósito de barcos. É um estaleiro de reparação de embarcações. Se se verificar que há embarcações abandonadas, ela terão o tratamento adequado, em função do que está previsto na lei».
Noticia do Jornal da Madeira, de 24.04.2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

30 MILHÕES NA MATUR

30 milhões na Matur
Empresa avança logo após o aval da Câmara cujo 'timing' é de dois meses
Data: 23-04-2009
Acima de 30 milhões de euros é o montante global do investimento que a empresa continental Redeloeste prevê aplicar na Matur.O projecto em fase de apreciação na Câmara Municipal de Machico deverá ser aprovado no prazo de dois meses. "Está praticamente pronto; falta pedir o parecer das entidades externas e estará em condições de ser aprovado", adiantou, ontem, ao DIÁRIO, António Olim, o vereador com o pelouro das obras públicas e particulares. Para a zona da antiga piscina olímpica da Matur, a Redeloeste quer avançar com uma componente comercial e habitacional (apartamentos), uma obra que vai obrigar à rectificação do zonamento em termos de Plano Director Municipal (PDM).Na área do miradouro, vai ser construído um 'Club House' com quartos para aluguer e está também previsto um investimento com uma vertente mais imobiliária que, segundo a Redeloeste, pode passar pela construção de moradias para venda ao consumidor final ou, consoante a resposta do mercado, 100% direccionadas para o turismo.Paulo Ferreira, administrador da empresa continental, diz que a intenção é avançar imediatamente após a aprovação camarária. "O 'Club House' é para avançar já e o restante é para ir avançando: estamos a falar de um projecto de três anos", afirma o empresário. 40% das fracções vendidasNo que concerne às moradias recuperadas na Matur, Paulo Ferreira diz que os níveis de venda superaram as expectativas."De 70 fracções temos para vender na casa de 30 fracções", adiantou, ontem, o administrador da Redeloeste.A satisfação do empresário é partilhada pelo presidente da Câmara de Machico. Emanuel Gomes destaca a importância do investimento que, para além de revitalizar a zona da Matur, vai reverter na criação de postos de trabalho.Empresa avança logo após o aval da Câmara cujo 'timing' é de dois meses
Data: 23-04-2009
Acima de 30 milhões de euros é o montante global do investimento que a empresa continental Redeloeste prevê aplicar na Matur.O projecto em fase de apreciação na Câmara Municipal de Machico deverá ser aprovado no prazo de dois meses. "Está praticamente pronto; falta pedir o parecer das entidades externas e estará em condições de ser aprovado", adiantou, ontem, ao DIÁRIO, António Olim, o vereador com o pelouro das obras públicas e particulares. Para a zona da antiga piscina olímpica da Matur, a Redeloeste quer avançar com uma componente comercial e habitacional (apartamentos), uma obra que vai obrigar à rectificação do zonamento em termos de Plano Director Municipal (PDM).Na área do miradouro, vai ser construído um 'Club House' com quartos para aluguer e está também previsto um investimento com uma vertente mais imobiliária que, segundo a Redeloeste, pode passar pela construção de moradias para venda ao consumidor final ou, consoante a resposta do mercado, 100% direccionadas para o turismo.Paulo Ferreira, administrador da empresa continental, diz que a intenção é avançar imediatamente após a aprovação camarária. "O 'Club House' é para avançar já e o restante é para ir avançando: estamos a falar de um projecto de três anos", afirma o empresário. 40% das fracções vendidasNo que concerne às moradias recuperadas na Matur, Paulo Ferreira diz que os níveis de venda superaram as expectativas."De 70 fracções temos para vender na casa de 30 fracções", adiantou, ontem, o administrador da Redeloeste.A satisfação do empresário é partilhada pelo presidente da Câmara de Machico. Emanuel Gomes destaca a importância do investimento que, para além de revitalizar a zona da Matur, vai reverter na criação de postos de trabalho.
Diário de Noticias - 23.04.2009

GRUPO DE ÁGUA DE PENA - 30 ANOS


P'la Madeira dentro
Grupo de Água de Pena prepara 30º aniversário
Data: 23-04-2009
Defender a Cultura e as tradições locais é uma das 'bandeiras' do Grupo de Folclore Danças e Cantares da Casa do Povo de Água de Pena, uma formação que esteve em destaque em mais uma edição do programa radiofónico 'P'la Madeira Dentro', um projecto de jornalismo de proximidade do DIÁRIO, TSF-M e dnoticias.pt que ontem esteve nesta freguesia do concelho de Machico. Este ano, a colectividade celebra 30 anos de existência em Julho, mais precisamente no último fim-de-semana do mês por ocasião da festa da padroeira Santa Beatriz, e pretende que este seja um momento alto na vida da instituição, explicou João Branco, director artístico do grupo que, ontem, se apresentou em formato reduzido e vestido informalmente, tocando as canções 'Fonte do Seixo' e 'Canção de Água de Pena'. Depois de abordar as origens conturbadas desta formação, revelou que há o forte desejo de gravar um CD, algo que está dependente de apoios e pelos quais fez um apelo. Entretanto, houve tempo para falar com Carlos Sá, músico brasileiro e proprietário do Restaurante Sai de Baixo e do espaço de diversão Cacto Bar, que não só tocou duas músicas como também falou sobre a dinamização que promove em termos de noite com música ao vivo e festas temáticas nos dois espaços em Água de Pena (veja o artigo abaixo).Finalmente, a presidente da Casa do Povo, Fátima Belo, aludiu às inúmeras iniciativas culturais e sociais que a instituição promove, procurando sempre servir a população da melhor forma.
Publicado no Diário de Noticias em 23.04.2009

terça-feira, 21 de abril de 2009

UMA BOA OPORTUNIDADE

Sempre ouvimos falar de que o "saber não ocupa lugar..."
Assim sendo, eis uma boa oportunidade para melhorarmos os nossos conhecimentos e qualidade de vida! Porque todos os dias aprendemos algo de novo...

'Novas Oportunidades' para maiores de 18 anos em Água de Pena
Data: 21-04-2009
Os cidadãos maiores de 18 anos, moradores em Água de Pena, têm, desde a passada semana, facilitado o acesso a novas oportunidades de aprendizagem, de qualificação e de certificação. A Associação Desportiva e Recreativa de Água de Pena (ADRAP), estabeleceu na última sexta-feira um protocolo com o Centro de Novas Oportunidades da Região (CNO). Um dado que se alarga ainda aos atletas, sócios e restante 'staff' do clube. Para participar, os interessados terão de pagar 25 euros. José Carvalho, presidente da ADRAP, explicou que este protocolo representa uma "oportunidade de qualificação e certificação de nível básico ou secundário, através do reconhecimento e validação de competências adquiridas ao longo da vida ou de um processo de formação alternativo" para o 4º, 6º, 9º e 12º de escolaridade.Facto que irá permitir à população adulta da freguesia, um aperfeiçoamento da formação escolar.Carvalho aproveitou o momento para realçar o trabalho que esta colectividade tem efectuado em prol da população local, "quer pela via da actividade física, quer pela via do ensino, uma vez que num passado recente foram ministrados cursos de informática e iniciação informática a todos os interessados".Por sua vez, a representante do Centro de Novas Oportunidades, Elizabete França, realçou que o número de inscritos neste programa tem vindo a aumentar dia após dia, confirmando o interesse da população nesta vertente de ensino. As inscrições poderão ser feitas às segundas e quartas-feiras na Escola de Água de Pena e às sextas-feiras na sede da ADRAP.
Marco Freitas
Diário de Noticias, edição de 21 de Abril de 2009

segunda-feira, 20 de abril de 2009

TRADIÇÕES E MÚSICA CORAL


Tradições e música coral são prioritárias em Água de Pena
O grupo de danças e cantares já tem viagem marcada para actuar lá fora, em Pombal
Data: 20-04-2009

Em ano de aperto financeiro, há quem tenha a arte e o engenho para desenvolver iniciativas culturais, mesmo sabendo que delas não resulta contrapartidas económicas, trabalho com a consciência da preservação das tradições locais. É assim em Água de Pena, freguesia de Machico, que tem dado prioridade ao canto coral, danças e cantares populares, e às iniciativas literárias dirigidas às gerações mais novas. Actualmente, uma das formações mais representativas é o Grupo de Danças e Cantares de Água de Pena, fundado a 29 de Julho de 1979, por ocasião das festas da padroeira Santa Beatriz."Antigamente, cada sítio da freguesia fazia uma romagem para levarem a santa para a igreja e formava-se um grupinho da rapazes e raparigas não só para animar a romagem mas também a festa", começou por dizer João Branco, um dos fundadores desta colectividade. "E foi baseado nisso que formei o grupo. Aproveitei algumas músicas que se cantavam nessa altura e também procurei recuperar para os trajes a forma como as pessoas mais velhas vestiam os rapazes e as raparigas para as romagens, além de também me ter inspirado no folclore madeirense. Ou seja, fiz uma mistura. E este ano vamos celebrar três décadas", adiantou. "Hoje, temos cerca de 30 de pessoas de várias idades. Os que dançam são os jovens, cujas idades vão dos 12 até para além dos 20 anos. Na orquestra, temos pessoas com idades que vão dos 40 até aos 60 anos e algumas fizeram parte do primeiro grupo. Sabemos que num grupo há sempre saídas e entradas, mas não tem havido problemas", completou. Mas o percurso não foi fácil, já que o grupo, apesar de ter gravado um LP (disco em vinil de 33 rotações por minuto), esteve inactivo: "Parámos durante 12 anos porque houve pessoas que emigraram e outras casaram. Só que surgiu a Casa do Povo e convidou o grupo. Em 1994, recomeçámos e através dos intercâmbios que vamos fazendo já actuámos em algumas ilhas dos Açores e também no norte e sul do continente. E para este ano já temos programado um intercâmbio para irmos a Pombal. O grupo convidado virá cá em Julho, no âmbito do Encontro de Folclore de Água de Pena, e depois iremos lá. Também actuamos três vezes por semana em unidades hoteleiras o que é uma fonte de receita para o grupo", acrescentou. Diz que os jovens da freguesia manifestam interesse pela música tradicional e aponta como próximas metas a gravação de um CD e uma deslocação ao estrangeiro.Na defesa do que é da freguesia, o grupo recolhe e mantém as tradições locais: "Temos, por exemplo, as canções 'Baile Popular', 'Baile do Campo', 'Canção do Trigo', além de um tema dedicado à Fonte do Seixo, património da freguesia de Água de Pena e que está a ser recuperado pela Casa do Povo, além de outras que têm sido recolhidas durantes as romagens das festas", concluiu.Grupo Coral até junta freguesiasO Grupo Coral das Casas do Povo do concelho de Machico existe há 15 anos e integra as cinco instituições do concelho. "Surgiu no dia 14 de Abril de 1994 e foi um projecto apresentado, na altura, à Direcção Regional de Desenvolvimento Rural que o aceitou", explicou Fátima Belo, presidente da Casa do Povo de Água de Pena e responsável pela direcção da formação coral. "As pessoas que integram o grupo pertencem às cinco freguesias, embora inicialmente tivéssemos mais pessoas do Caniçal, mas neste momento é Machico. Mas o facto de termos habitantes das cinco freguesias é muito enriquecedor em termos de experiências, contactos e de aproximação de idades, na medida em que temos uma faixa etária que vai dos 14 até aos 70 anos. E, em 2008, passámos a ter um local fixo para ensaiarmos e também com melhores condições", sublinhou. Hoje, o grupo dirigido pelo professor José Carlos Bago d'Uva (também docente no Gabinete Coordenador de Educação Artística) enfrenta um problema comum às demais formações artísticas: a saída dos jovens para o Ensino Superior e/ou para outras actividades.Frontal, Fátima Belo diz que ainda há preconceitos em relação à música coral, "porque os jovens associam-na a Igreja". "E não é isso [...] mas quando as pessoas conhecem o género de repertório que os grupos interpretam, passam a fazer parte deles. E o facto de termos um grupo coral infantil, de certa maneira, foi uma ideia para lhes dar a conhecer, desde mais cedo, a música coral e, posteriormente, integrá-los na grupo dos mais crescidos. Poderíamos chamar-lhe um 'estágio', mas se calhar será para eles o passar a conhecer o que é a música coral", concluiu. 'Sai de baixo' anima noite há 10 anosApesar de relativamente pequena, a freguesia de Água de Pena até se pode orgulhar de ter um dos poucos espaços de diversão nocturna que procuram descentralizar a 'noite' fora do Funchal. Trata-se do restaurante e bar nocturno Sai de Baixo que, juntamente com o Cacto Bar, funciona como uma alternativa de animação para os residentes e visitantes. "O projecto 'Sai de Baixo' já dura há 10 anos e, em 2009, estamos procurando apresentar novidades no sentido de apresentar músicos convidados com novas sonoridades", começou por dizer Carlos Sá (na foto), responsável pelos dois espaços em Água de Pena. "Apesar da crise, vamos continuar a investir" , garantiu o empresário. E adiantou: "Por exemplo, na próxima quinta-feira iremos estrear a 'Noite do Fado Vadio' destinado às pessoas da comunidade que gostam de cantar. E estou confiante que a crise irá passar... embora devagarinho. E nós, como empresários, temos de fazer um esforço sobrenatural para manter os nossos projectos com o sentido de oferecer o melhor às pessoas para que se divirtam. E nunca entregar os pontos, procurando desenvolver ideias novas sempre para a frente", concluiu Carlos Sá, que é igualmente um músico com anos de experiência, além de também animar musicalmente o Sai de Baixo e o Cacto Bar. Feira celebra AvósPotenciar o gosto pela leitura nos mais novos é uma das metas a que se propôs a Casa da Povo de Água de Pena. "Há cerca de 12 anos que realizamos a Feira do Livro, onde há sempre uma obra em destaque com a presença do autor", disse a presidente Fátima Belo. "Nas edições anteriores convidámos Eduardo Sá [psicólogo e psicanalista] e Laurinda Alves [jornalista e autora de vários livros]", acrescentou.Já no tocante à edição deste ano, adiantou: "Queremos dar atenção aos avós e ao papel que desempenham na família e também na leitura. E, possivelmente, teremos um convidado que será regional, mas que ainda não está confirmado". Mas as novidades são se ficam por aqui. "Também para este ano teremos um projecto de leitura com a Escola de Água de Pena, onde participam duas turmas dessa escola e que está a ser preparado", concluiu.
José Salvador
Artigo publicado no Diário de Noticias em 20 de Abril de 2009

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O MAGICO SORRISO DE SARA


O CLAN CORREIA - João e Sara Correia

terça-feira, 14 de abril de 2009

OBRA A MEIO HÁ SETE ANOS

Com a devida vénia, divulgo o texto integral publicado no Diário de Noticias, de hoje dia 14 de Abril


Obra a meio há sete anos
População espera há sete anos por 350 metros de estrada, em Água de Pena, Machico
Data: 14-04-2009


É mais uma daquelas obras que o presidente do Governo Regional inaugurou com pompa e circunstância mas que nunca foi concluída. Por causa dessa situação, há sete anos que quinze famílias do sítio dos Cardais à Bemposta, em Água de Pena, Machico, esperam pela conclusão de 350 metros de estrada que, segundo o gabinete do secretário regional do Equipamento Social, nunca foram concluídos por culpa de entraves nos respectivos processos de expropriação. Os 350 metros que estão em falta são apenas uma pequena fatia do total de 1.500 metros de estrada que faria a ligação entre o sítio dos Cardais e o sítio da Igreja, tal como explica, por escrito, o gabinete do secretário. A tutela do Governo Regional dá conta de que o "primeiro troço, com cerca de 1.150 metros, ficou concluído no início de 2002, sendo que os restantes 350 metros - o troço em questão - serão finalizados logo que estejam concluídos os processos de expropriações respectivos e que têm apresentado dificuldades de concretização". Para o presidente da Junta de Freguesia, o socialista Avelino Conceição, o Governo Regional até construiu "um óptimo eixo viário na freguesia", mas admite que este trecho de estrada faz muita falta à população. "Este é um local onde não há acessos fáceis. A construção do resto da estrada ia facilitar a vida a muita gente". Moradores insatisfeitosEnquanto este assunto não se resolve, os grandes prejudicados são os habitantes desta localidade. Alguns têm apenas cerca de 20 centímetros de vereda para se deslocarem para casa e por isso pedem ao Governo para resolver a situação à força. Outros queixam-se da idade e das dificuldades de locomoção. Para Lucinda Franco, o que sucede nesta localidade é inadmissível. "Esta é uma zona que tem muitas pessoas idosas com dificuldades em caminhar e, por causa disso, passam um calvário todos os dias. Tudo está parado por causa de duas pessoas que exigem mais dinheiro do Governo para as expropriações". Esta moradora lembra que muitas famílias desta localidade deram terrenos gratuitamente para que a estrada fosse feita, mas os entraves estão a dificultar o processo. Também Ana Maria Ferro utiliza uma pequena vereda que, gradualmente, vai diminuindo de tamanho. É de opinião da vizinha: acha que o Governo deve resolver esta situação. "Está visto que isto não se resolve a bem. Se não vai a bem, vai a mal. Há mais de quinze famílias que estão a ser prejudicadas por causa de duas pessoas, não é justo". Abaixo-assinado a pedir alcatrãoMais abaixo, os moradores das 18 casas da Urbanização da Igreja, na Bemposta, todos os dias têm de desafiar os carros em cerca de vinte metros de estrada que não apresenta condições mínimas para a circulação automóvel.Cansados desta situação, os moradores juntaram-se e fizeram um abaixo-assinado que foi apresentado na autarquia machiquense, a exigir pelo menos a pavimentação daquele bocado de estrada. No meio de tantas tentativas, o problema continua por resolver. Para o presidente da Câmara Municipal de Machico, Emanuel Gomes, esta é uma estrada que começou por ser municipal, mas agora é regional, uma vez que o Governo chamou a si a realização da obra. "Quando nós autorizámos o licenciamento da Urbanização da Igreja, o Governo já tinha previsto construir aquela estrada como um dos acessos à via expresso, mas houve problemas com a expropriação dos terrenos e o assunto ficou parado até agora". O impasse já se prolonga há vários anos, enquanto parte da estrada continua, num misto de terra e cimento, a aguardar conclusão. O autarca admite que o assunto deverá estar desbloqueado em breve. "Temos insistido com o Governo para que a estrada se desbloqueie. Penso que em breve vamos ter uma solução para ali". Urbanização empatadaOs buracos na estrada e o impasse em torno do arranque da segunda fase do caminho não são os únicos problemas que os moradores da Urbanização da Igreja, na Bemposta, têm de lidar.Pelos dados recolhidos, o empreiteiro que construiu estas mesmas casas, Freitas&Belo Lda., fez adiar a segunda fase da construção desta urbanização de luxo. Como consequência, os arredores do local mais parecem um estaleiro abandonado, com várias betoneiras e outros tipos de equipamentos de construção civil abandonados no local. O DIÁRIO tentou contactar com a empresa promotora da obra, mas o número que possuía, de Lisboa, não se encontra atribuído.
Ana Luísa Correia

sábado, 4 de abril de 2009

CANIÇAL - FESTA DA PIEDADE

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De velas alvas, gaivotas eternas companheiras
De escarpas, guardam a Senhora da Piedade,
Onde almas soluçam em rendados lenços
Brancos, acenando promessas
Aos que partiram!
In "Ponta de São Lourenço" - CAM