terça-feira, 13 de outubro de 2009

FALTA PEDRA EM AGUA DE PENA

Conforme constatei in loco numa das recentes visitas a esta Freguesia, e por indicação de algumas pessoas residentes na mesma, falta pedra em Água de Pena. Só assim se poderá justificar que existam pessoas a roubar as pedras que circundam a antiga piscina da Matur e do hotel Atlantis. Todos estes equipamentos bem como o antigo supermercado, estavam muralhados por pedra sobreposta, de modo a fazer paredes que protegessem e embelezassem em vez do betão. Das duas uma, ou existe falta de pedra ou as pessoas são autenticos calhaus rolados e dedicam-se a roubar tudo o que não lhes pertence. Inclino-me mais para a segunda opção, pois não é virgem roubar durante a noite as tampas de ferro das águas pluviais dos arruamentos, deixando em perigo tanto pessoas como veículos de possiveis acidentes.

9 comentários:

luis miguel martins disse...

Esta notícia provocou em mim um misto de angústia e desespero. Angústia, porque me trouxe à memória os tempos fantásticos (1978 a 1983) que passei na Madeira, especialmente na MATUR em Àgua de Pena, Machico, que nunca mais voltam. Desespero, por me sentir impotente para evitar toda essa destruição que já há alguns anos tem vindo a ocorrer num dos mais extraordinários empreendimentos turísticos feitos em Portugal. Parte de mim está nessas pedras em Água de Pena: eu vi a MATUR a ser construída, pedra sobre pedra, desde os flats 3 à piscina olímpica, do clube de bridge ao Holiday Inn, dos flats do lago e da beira-mar aos flats 1 e 2 e das moradias em banda às moradias em terraço. Tudo aquilo era um símbolo de harmonia entre o homem e a natureza. E as Desertas lá ao longe, sempre impávidas e serenas,
três pedras que só deus nos poderá roubar.
(continua)

loo rock disse...

Caro Amigo Luis Miguel,
Antes de mais, agradeço o seu comentário no blog. São sempre benvindos novas opiniões. Deduzo que não o conheço, no entanto temos muito em comum. Ora eu passei a minha infância na Quinta da Queimada, onde posteriormente nos anos 60', se construiu o Hotel Holiday Inn, e o Complexo Matur. Por isso, vi tudo aquele empreendimento nascer, crescer e cair! Costuma-se dizer que "quem nasce torto, nunca endireita" e é bem verdade! Os oportunismos de uns, a cegueira de outros e o esbanjar desenfreado, contribuiram para a sua decadência. O pós 25Abril foi decisivo para a hecatombe, mas também houve outras mãozinhas da região que contribuiram para o seu afundamento. Numa terra pequena, num país minúsculo onde a inveja prevalece, a intriga é corriqueira, tudo vale para deitar abaixo o que outros conseguiram erigir. Não há volta a dar, são séculos de vicios! Irei colocar on-line fotos da piscina no seu estado actual. Só num país rico como o nosso pode acontecer este estado de coisas. Não seriam de aproveitar as instalações, limpar os arruamentos, cuidar da imagem, ter melhor condição de vida? Será que as pessoas gostam de viver no lixo? Que não têm gosto nem vontade de viver melhor? Por vezes fico confuso, com a inércia de habitantes da zona, de autarcas que empurram o lixo para debaixo do tapete e por empresários que só têm "garganta".

luis miguel martins disse...

(continuação)
Para além da coincidência de existir uma contemporaniedade de vivências na Madeira, existem mais duas que me levam a considerar que existe uma grande probabilidade de já nos conhecermos: a primeira assenta no facto de haver uma pequena diferença de idades, o que, naquela altura e num meio tão pequeno como Machico em que quase toda a gente se conhia, quase que anula qualquer hipótese de nunca nos termos encontrado; a segunda, qual cúmulo das coincidências, é o facto de Oeiras também ser um lugar comum às nossas pessoas.
Como referências dos meus tempos da Matur deixo aqui os nomes dos dois bares que eu lá tive, o Boteco em frente aos flats 2 e o Bulldog que ficava no centro comercial mesmo por baixo do Luiggi e ao lado do Zarco bar. Sou muito amigo do Ricardo Rodrigues(o Benjamim do Cacto) e do primo dele, o Abel Spínola. Quem ficou a explorar o Bulldog, depois de eu ter regressado a Oeiras em 1983, foi o Simplício que trabalhava na TAP e que era natural do Estreito.
Sou também muito amigo do Rui Aleixo, que morava em Água de Pena e cujo pai era da Guarda Fiscal.

loo rock disse...

Caro Luis Miguel,
Existem muitas coincidências realmente.
Embora eu seja por norma um pouco "despistado" em identificar as pessoas fisionomicamente, alguns dos nomes referidos são-me familiares. Fui frequentador do Cacto, e por vezes ficava nas pequenas moradias da Matur entre 76 e 1986. Embora a minha residência fosse no Funchal. Quanto a Oeiras, (moro em Algés)é às vezes zona de trabalho e onde tenho alguns amigos curiosamente do concelho de Machico. Num das nossas tertulias mensais seria bem vindo aos nossos jantares em Lisboa. Costumam ser uma vez por mês no restaurante Ilha da Madeira na zona das Amoreiras.A nossa equipa é só madeirenses!

Alguem disse...

Vagueando pela Internet encontrei estes Postais do Antigo complexo da Matur


http://www.delcampe.com/list.php?language=E&searchString=%E1gua+de+pena+&searchMode=all&searchTldCountry=net&cat=-2&searchInDescription=N

http://images-01.delcampe-static.net/img_large/auction/000/064/731/477_001.jpg


é capaz de já os ter .....

luis miguel martins disse...

Caro Loo Rock,
Na minha última mensagem deixei-
-lhe algumas referências que poderiam servir de factor identificador de pessoas e sítios dos meus tempos na Madeira. Contudo, tenho quase a certeza de que, após ter lido o seu último mail, existe um elo comum muito mais próximo que pode servir de ligação a Água de Pena. É machiqueiro e é casado com a minha amiga Paulinha dos velhos tempos do liceu de Oeiras. Chama-se Luís Viveiros. Escreve poesia, é indigente e um dos clientes mais chatos do meu bar em Oeiras, o " THE BEER HUNTER". É culto e bem formado, por isso gosta de beber uns copos. Já me convidou várias vezes para as vossas tertúlias, apesar de eu só ser madeirense por adopção. Conheci-o aqui no meu bar há já alguns anos e foi a sua pronúncia que o denunciou. Será que o conhece?

Um abraço

luis miguel martins disse...

Caro Loo Rock,
Na minha última mensagem deixei-
-lhe algumas referências que poderiam servir de factor identificador de pessoas e sítios dos meus tempos na Madeira. Contudo, tenho quase a certeza de que, após ter lido o seu último mail, existe um elo comum muito mais próximo que pode servir de ligação a Água de Pena. É machiqueiro e é casado com a minha amiga Paulinha dos velhos tempos do liceu de Oeiras. Chama-se Luís Viveiros. Escreve poesia, é indigente e um dos clientes mais chatos do meu bar em Oeiras, o " THE BEER HUNTER". É culto e bem formado, por isso gosta de beber uns copos. Já me convidou várias vezes para as vossas tertúlias, apesar de eu só ser madeirense por adopção. Conheci-o aqui no meu bar há já alguns anos e foi a sua pronúncia que o denunciou. Será que o conhece?

Um abraço

loo rock disse...

Caro Luis Miguel,
Isto está complicado! Eu também fui aluno no Liceu de Oeiras (e do Funchal)... Quanto ao amigo Luis Viveiros, tenho que tirar a limpo essa questão que me coloca de ser um grande chato no seu bar! Espero que o amigo Luis fique deveras inspirado na "sua poesia". Irei em breve fazer-lhe uma visita para comprovar.
Disponha sempre!
Um abraço,
Carlos

loo rock disse...

A Alguém,
Agradeço o seu cuidado, mas possuo já os referidos postais. Faltam-me alguns catálogos com os projectos iniciais da Matur.
Seja como for o meu obrigado!