sábado, 29 de dezembro de 2012

SARAU NO FORUM MACHICO

Fórum Machico acolhe sarau cultural no domingo


.O objectivo é " promover, unir e mostrar os diversos talentos “dispersos”[de Machico] que noutras circunstâncias não seria possível apreciar os seus trabalhos". O Grupo de Teatro de Machico organiza no próximo domingo o sarau cultural 'MachicArtes', que abrange áreas como o teatro, a dança, a música, pintura e poesia.



O evento tem início marcado para as 18 horas, no Fórum Machico e conta com a participação do Grupo Coral das Casas do Povo do Concelho de Machico, a Tua de Câmara de Machico, o grupo de Dança da Associação Flores de Maio, o Prestige Dance de Machico bem como o grupo anfitrião.



Os ingressos custam 2,5 euros.

D.N. de 29/12/2012

JUNTAS RECEBEM APOIO FINANCEIRO

Juntas de Freguesia de Machico recebem 60 mil euros da Câmara


Apoio extraordinário reduzido em 20%

. Chega tarde e com um corte de 20%. O apoio financeiro extraordinário que há mais de uma década é concedido pela Câmara Municipal de Machico, este ano, além de ter sido reduzido em 15 mil euros, só foi protocolado a três dias de terminar o ano. Os 60 mil distribuídos pelas cinco juntas, foi hoje assinado e 'já' disponibilizada a primiera das três tranches.

O 'bolo' foi repartido de acordo com os critérios da Lei das Finanças Locais, conforme a tabela que se segue:

Machico 21.700€
Porto da Cruz 14.700€
Caniçal 10.700€
Água de Pena 6.500€
Santo António da Serra 6.400€

Fonte: D.N. do Funchal de 29/12/2012

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

OS SAPATOS NOVOS - conto de Natal

O vento uivava por entre as frestas da porta da cozinha. A noite à muito tinha descido sobre a montanha, sobre os caminhos da aldeia, as casas desoladas e velhas e tristes. Só o fumo que saia das chaminés indicava presença humana. Na rua, nem vivalma. Ninguém se atrevia a calcorrear as pedras de basalto.. Também na pequena casinha, humilde sem comparação, da casa da avó Matilde, acocorada à lareira, via o crepitar das poucas brasas incandescentes que iluminavam as paredes frias, e projetavam como se fossem marionetas ou sombras chinesas num palco. Ali existia gente! Avó e neto, olhar fixo no borralho alaranjado que emergia mansinho no chão. O silêncio era comovente. Ninguém ousava abrir a boca fosse para o que fosse. Matilde e Pedro sentiam a chuva cantar nas telhas, tamborilar na soleira da porta, salpicando compassadamente como fossem notas musicais. As brasas, essas iam desmaiando e transformando em pó cinzento e branco, tão leve como o vento que assobiava lá fora. Por fim, a avó interrompeu o tempo e comentou como se falasse para si mesma:


- Mas que noite longa!

Sabia que em outras casas das redondezas, a noite iria ser aconchegada e quente. Doces e carne de vinha de alhos, presenteariam os que se agrupavam à roda das mesas fartas, que das cozinhas aprontavam a canja para depois da missa do galo.

Pedro brincava com um graveto, tentando juntar bocadinhos de carvão ainda por queimar, fazendo os possíveis por avivar as chamas na lareira. Também ele sabia que aquela noite de consoada, iria ser longa. O sapato com que usava diariamente para ir à escola, equivalia à invernia da noite, ao vento que teimava em passar entre os buracos das madeiras do casebre, ou deixava entrar a chuva pela sola, esburacada pelo uso, a pedir misericordioso conserto do tio Manuel sapateiro da aldeia, e que nas horas vagas, se dedicava à arte de prolongar o calçado.

Pedro ouvira histórias de outros meninos na escola onde andava. Sabia que e o Pai Natal andava de casa em casa naquela noite, numa azáfama sem par. Pela manhã, os amigos exibiam como troféus, roupas finas, brinquedos e guloseimas cobiçadas pela criançada. Só ele ficava mudo, imobilizado, sem conseguir articular palavras ou dar resposta à sacramental e dolorosa pergunta dos amigos:

- Então Pedro? O que é que o Pai Natal te deixou no sapatinho?

Aquela frase feria-o de morte! Viver com a avó era o seu único recurso possível. Sentia que nada podia pedir, nada podia comentar ou sonhar. Não queria vê-la de lágrimas nos olhos.

Decidiu por ir deitar-se! Deu as boas-noites e rumou à sua caminha, ao aconchego do colchão de palha, do quentinho das mantas e cobertores. Pelo menos ali, tinha liberdade para desabafar em sonhos, que pelas noites se acercavam do seu leito. Debaixo das roupas, podia dialogar com o Pai Natal, fazer-lhe promessas, pedir-lhe conselhos próprios de menino que só têm sonhos e bolsos vazios. Podia rezar ao Menino Jesus que via no presépio da capela… adormeceu!

Era dia de Natal!

Acordou com o barulho que da cozinha lhe chegava aos ouvidos. Avó Matilde por certo, madrugara! O cheiro a café, despertara-lhe o apetite e levantou-se! A fogueira já crepitava forte e flamejante. Na mesa, douradas brilhavam num prato, à sua espera e polvilhadas de açucar e canela. Pedro nem dera conta que era manhã de Natal. Beijou a avó, que se queixava de ter dormido mal com o barulho da tempestuosa noite e dizia ter ouvido ruídos na cozinha. Só então associou tudo ao revirar os olhos para o seu sapato velho. Lado a lado estava um par de sapatos novos e brilhantes, bem como um embrulhinho com rebuçados, daqueles iguais aos que o Senhor Martins tinha na venda. Ficou petrificado, sem conseguir dizer palavra para explicar o fenómeno. Avó Matilde, dizia que os calçasse para ver como lhe ficavam. Depois, olhando-a disse:

- Avó! Como é que o Pai Natal sabia que os sapatos me iriam ficar tão bem?

Carlos Alberto Monteiro

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

VIII CONCURSO LITERÁRIO

VIII Concurso Literário Francisco Álvares de Nóbrega “Camões


O Presidente da Junta de Freguesia de Machico tem o prazer de informar do género literário da VIII Concurso Literário Francisco Álvares de Nóbrega “Camões Pequeno”, organização da Junta de Freguesia de Machico. Participe!

Deliberações para o próximo concurso:

1. O Júri após uma breve discussão decidiu que o género literário a concurso no VIII Concurso Literário Francisco Álvares de Nóbrega “Camões Pequeno” é a biografia literária com o mínimo de vinte (20) páginas e no máximo de vinte e cinco (25) páginas e versando sobre personalidades de Machico.

2. Os premiados do VII Concurso Literário Francisco Álvares de Nóbrega “Camões Pequeno” ficam impedidos de concorrer na edição seguinte do concurso.

JÚRI

O Júri Residente,

Presidente – Prof. Doutor José Eduardo Franco

Secretária – Dr.ª Lucinda Silva Moreira

Dr. Jorge Moreira

Prof. Doutor Thierry Proença dos Santos

Prof. Doutor João Nelson Veríssimo
Noticia/ J.F. Machico

sábado, 1 de dezembro de 2012

António Fournier vence concurso literário ‘Camões Pequeno’

António Fournier vence concurso literário ‘Camões Pequeno’


Júri decidiu não atribuir segundo e terceiro prémio

O trabalho intitulado ‘Objectos deitados ao mar’, da autoria de António J. G. Fournier, sob o pseudónimo Maria do Pico, foi o grande vencedor do VII Concurso Literário Francisco Álvares de Nóbrega ‘Camões Pequeno’.

O anúncio foi feito ao princípio da noite desta sexta-feira pelo presidente do júri, Prof. Dr. José Eduardo Franco, numa cerimónia em que se fez acompanhar dos presidentes da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal Machico, Ricardo Sousa e António Olim, respectivamente.

Dos 14 trabalhos a concurso, o quinteto de jurados considerou ter sido este o único trabalho que se destacou pela qualidade literária e por ter seguido a forma literária proposta.

Júri que também foi unânime em não atribuir segundo e terceiro prémio, embora após ponderação, deliberasse atribuir duas menções honrosas aos trabalhos ‘Assim nasce um poeta’ de Patrícia G. Jarimba, (com o pseudónimo Rodrigo Valente), e ‘Sangue na Guelra’ de João Manuel R. Sousa (Raul Brandão).

Estes três trabalhos serão agora alvo de publicação.

Já o prémio de melhor ilustração foi atribuído ao trabalho ‘Memórias de Machico’ de Ana Sofia Spínola Santos (Catarina F. Silver).
Fonte - D.N. de 1/12/2012



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

CERIMÓNIA DE APRESENTAÇÃO DOS VENCEDORES DO VII CONCURSO LITERÁRIO

Realizar-se-á amanhã a cerimónia de aresentação dos vencedores do VII Concurso Literário Francisco Álvares de Nóbrega, pelas 18 horas no São Nobre da Junta de Freguesia de Machico.

DOE LIVROS À BIBLIOTECA

A Biblioteca Municipal de Machico aceita a doação de livros (escolares, infantis e juvenis, de literatura em geral, revistas, entre outros - em bom estado de conservação) que já não necessitem ou que já não queiram. Por vezes temos livros ou outro tipo de publicações que já não queremos e que poderão ser úteis a outras pessoas.




segunda-feira, 8 de outubro de 2012

BALEIA À VISTA!

Lançava-se um foguete de aviso. Então, todos os homens corriam para os pequenos barcos e tentavam descortinar no horizonte a baleia. Era assim, até aos anos 60', que a Empresa Baleeira da Madeira sobrevivia dos cetáceos, extraindo após esquartejar, os seus óleos para fins industriais. Tempos que não voltam, mas que fazem parte da história de um povo e de uma época.    

sábado, 6 de outubro de 2012

C.M. ENTREGA HORTAS URBANAS

Câmara de Machico entrega hortas urbanas em Água de Pena


14 talhões com áreas entre os 42 e os 63 m2

Foram formalmente entregues ao início da tarde de hoje, os 14 talhões que compõem a horta urbana criada em Água de Pena pela Câmara Municipal de Machico. O espaço agora vocacionado para a prática da horticultura, localizado junto à Urbanização da Queimada de Baixo, teve uma procura acima da média. Motivo para a autarquia machiquense admitir criar novos 'pólos', nomeadamente em Machico e no Caniçal.

Saiba mais pormenores na edição de amanhã do DN.

Fonte: Diário de Noticias de 06-10-2012
Orlando Drumond

sábado, 15 de setembro de 2012

PERPLEXIDADE

Foto - CAM

À MAIS BELA BAIA DO MUNDO - BAIA D' ABRA

Baía de Abra - Foto CAM


Podem achar que o Rio é o Rio e continua  sempre lindo
Podem sonhar que San Sebastian é belíssima (na verdade é!)
Podem sentir m arrepio ao entrar no Funchal pelo mar
Que me interessa se sempre te venerei, se sempre tive
Aquela estranha sensação de estarmos em nossa casa
De sentirmos o poder da felicidade quando te vejo
e revejo sem fim. Basta estar sentado sobre um qualquer rochedo
e deixar-te levar pelo silêncio do olhar, o sopro do vento quente
O deslumbrante azul sem medo e deixar o tempo escorrer
Na Baia d' Abra é tudo isso, tudo o que nos faz ser feliz 
Deu-me um tédio não estar a teu lado e, debruçado
a este rochedo da vida, sentir-nos atraidos por aquele mar!   

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

VII CONCURSO LITERÁRIO NA RECTA FINAL

Fonte: J.F. Machico

CONCURSO DE JOEIRAS

Fonte: J.F. Machico

PIRATARIA DE FOTOS


Ultimamente tem vindo a aumentar a pirataria de fotografias que vão sacando aos blogues. São bloguistas para quem não existem regras e tudo lhes é permitido. Ora no caso de fotografias pessoais, por vezes acabo por encontrar cópias no Facebook ou sites sem a devido permissão. Por tal facto, opto por deixar de publicar algum do património madeirense fotográfico que possuo e que é meu, por ser a forma mais fácil de contornar o problema. 

terça-feira, 24 de julho de 2012

A PISCINA OLIMPICA DA MATUR


A piscina olímpica da Matur nos seus tempos aureos. Na foto, pode ver-se que os arredores ainda estavam em construção. Os arruamentos foram os primeiros a ser concluídos e na parte junto ao mar a velha estrada Funchal-Machico e o Bairro dos Pescadores.

sábado, 23 de junho de 2012

90 ANOS RAID AÉREO LISBOA-FUNCHAL

O Fórum Machico recebe entre os dias 26 de junho e 17 de julho, a exposição comemorativa dos 90 anos do raid aéreo Lisboa-Funchal, organizada pela Marinha Portuguesa, com o objetivo de comemorar aquele marco histórico na história da aviação portuguesa, e também, divulgar a importância que os instrumentos inovadores utilizados naquela viagem tiveram para o sucesso da travessia aérea do Atlântico Sul entre Lisboa e o Rio de Janeiro, realizado entre 30 de março e 17 de junho de 1922.

Destaque na exposição para a réplica do hidroavião Felixtowe F.3, construído pela Rolls Royce Eagles e que fez a sua viagem inaugural entre Portugal continental e a Madeira.


Fonte: C.M.Machico

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Peça de teatro da Universidade Sénior de Machico

Universidade Sénior de Machico apresenta peça de teatro



A peça que estará em cena chama-se 'Os dez anõezinhos da Tia Verde-Água', de Teófilo Braga

A Junta de Freguesia de Machico, no âmbito do projecto Universidade Sénior de Machico, leva à cena a peça de teatro de sombras chinesas 'Os dez anõezinhos da Tia Verde-Água', de Teófilo Braga.


A apresentação da peça, que terá a representação dos seniores da Oficina de Teatro de Sombras Chinesas, acontece amanhã pelas 18 horas, na Junta de Freguesia de Machico.

LIMPAR MACHICO


A Câmara Municipal de Machico, através do Gabinete do Ambiente, vai organizar e promover, no próximo dia 16 de Junho, a acção sensibilização “Limpar Machico”, no Porto de Recreio de Machico, que visa a limpeza das praias do Concelho.



A limpeza no Porto de Recreio passará também pela limpeza subaquática, contando para isso com o apoio dos Mergulhadores do Anthia Diving Center. No entanto esta iniciativa está aberta à população em geral que queira colaborar.


domingo, 10 de junho de 2012

RESIDENCIA VILA GAMA - ÁGUA DE PENA

Para quem está com ideias de passar alguns dias de férias na Madeira, eis uma interessante oportunidade de descobrir a Residencia GAMA, em Água de Pena. Uma antiga moradia da Matur, recuperada e cuidada ao pormenor com um excelente ambiente familiar (o que vai rareando nos nossos dias) em que o seu proprietário Senhor Pereira sempre incansável em prestar todo o apoio aos visitantes, será uma mais valia preciosa. Basta consultar a net e reservar!

domingo, 13 de maio de 2012

MACHICO AO LONGO DOS TEMPOS



Uma imagem capta sempre determinado momento ou época. Nestas três fotografias dos anos 40 e 50 do século passado, consegue-se ver as transformações com determinado lugar var sofrendo ao longo dos tempos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

UM CAFÉ PELA MANHÃ

Confesso que estava sem vontade de ir para a praia. A vontade de tomar um café bem forte logo pela manhã, estava de tal modo "institucionalizado" que mesmo em férias não passava sem o café bebido no estabelecimento que estivesse mais perto. Acabei por optar em embrenhar-me no denso arvoredo dos plátanos que circundam o velho forte e sentei-me a contemplar o silêncio da alameda, àquela hora desprovida de gente. Fiquei alguns minutos e decidi-me a comprar o Diário de Noticias para saber as últimas do dia anterior. Fui dar a um pequeno centro comercial com tabacaria e café. Nas galerias, vestigios rientais desmotivam qualquer um. Os turistas já devem ser imunes às chinesices baratas e aquele cheiro a perfumes baratos que afasta o mais comum dos mortais. Acabei por pedir um café junto ao balcão e sentei-me na mesa vaga, que estava mais longe da confusão. A televisão em altos berros transmitia um daqueles programas matinais de autentica pornografia, em que se dedicam em saber a vida de a + b. A empregada veio trazer-me a bica e perguntou-me se desejava mais alguma coisa? Fiz-lhe um pequeno gesto de negação e partiu para outra mesa, para outro cliente. Abri o vespertino e alguém numa mesa próxima comentava em voz alta:
- Eu só queria era ganhar o que ele ganha!...
Deduzi que se referia ao Ronaldo. Fiquei a pensar por que as pessoas invejam tanto os outros, o que os mais afortunados ganham ou deixam de ganhar. Preferi beber quase de um único gole o café, e rumei à rua. Uf! Aqui sempre estava mais abrigado das faltas e dos penalties, dos últimos recordes de quem anda aos pontapés a uma bola e se torna um verdadeiro artista global. Dei comigo junto ao pequeno jardim da igreja. Cá fora, motoristas de taxi, discutiam remates, estatisticas e falhanços do último duelo. Mantive a minha serenidade e entrei na igreja. Acabei por tirar uma fotografias ao magnifico altar dourado. Sentei-me um breve instante e pensei como era feliz de estar a viver aquele pequeno momento longe da confusão que nos afoga no dia a dia.

Por vazes, precisamos de um pouco reflexão e diálogo com o nosso interior. Precisamos de ser um pouco como as crianças que fazem conversas imaginárias, monólogos indecifráveis mas que acabam por ter sempre uma resposta.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

FRANK DILLON PINTA MACHICO EM 1850

O artista inglês Frank Dillon pintou a Madeira em 1850, vincando o seu traço e a cor nas inúmeras telas que representam cenas da sociedade madeirense. Esta imagem profusa, está editada pela antiga Delegação de Turismo em postais e estampas que fazem parte do nosso imaginário e que decoram tantas casas de madeirenses. No caso, a Capela de Machim junto à foz da Ribeira de Machico. Ao longe, pode ver o Forte de S. João Baptista, um dos baluartes desta Vila.

terça-feira, 17 de abril de 2012

DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS

Câmara de Machico assinala Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Por motivo da comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Câmara Municipal de Machico vai promover durante esta semana um conjunto de iniciativas que visam a divulgação e salvaguarda do Património Regional e Local.
Neste sentido, esta terça-feira, uma turma do 3º ano da EB1/PE Eng. Santos Costa, efectuará uma visita de estudo guiada ao Núcleo Museológico de Machico – Solar do Ribeirinho, onde se encontra patente a exposição com carácter temporário intitulada “Recolhas de António Aragão em Machico”.
Para quarta-feira, 18 de Abril, foi agendado um “Giro pelo Património de Machico”, no qual uma turma do 3.º ano da EB1/PE dos Maroços irá percorrer alguns dos principais monumentos do Centro Histórico da cidade de Machico.
Ainda neste dia, uma turma do 4.º ano da EB1/PE Eng. Santos Costa irá visitar o Núcleo Museológico de Machico – Solar do Ribeirinho.

D.Noticias do Funchal de 16/4/2012
Raul Caires 


segunda-feira, 2 de abril de 2012

quinta-feira, 29 de março de 2012

domingo, 25 de março de 2012

sábado, 24 de março de 2012

CLUB DE BRIDGE

O Club Internacional de Bridge da Madeira, tinha como principal função atraír na época, os grandes jogadores mundiais de bridge. Pensou-se inclusivé, estabelecer na Madeira, a Fundação Internacional de Bridge. Tal nunca se concretizou! No entanto, jogadores famosos como Omar Shariff estiveram na Madeira para através da sua presença,  publicitar a Madeira além fronteiras. O Club de Bridge na Matur, foi o primeiro equipamento inaugurado daquilo que na altura se designava "A primeira aldeia turistica da Madeira" - Matur. Tive o privilégio de estar presente neste edificio, antes da sua inauguração e abertura ao público. Observei "in loco" a qualidade do seu equipamento, o luxo e o bom gosto com que se teve o cuidado de instalar este belíssimo edificio com linhas muito arrojadas para aquele tempo. Muitos comparavam a um disco voador espalmado saido do traço de Niemayer. Infelizmente sucumbiu à crise da empresa madeirense, mas prevalecerá a imagem no tempo.

segunda-feira, 5 de março de 2012

HOMENAGEM AOS BALEEIROS

Machico presta homenagem aos baleeiros madeirenses


O município de Machico e o Museu da Baleia da Madeira (MBM) homenageiam os baleeiros madeirenses por ocasião do centésimo aniversário do antigo baleeiro caniçalense, José Martins.

Assim, e como forma de prestar homenagem aos baleeiros madeirenses, é inaugurada quarta-feira a exposição temporária 'Caça À Baleia: Arte&Factos' organizada pelo museu e o Centro de Actividades Ocupacionais de Machico.
Fonte:  D.N. de 05-03-2012

domingo, 4 de março de 2012

A TARTARUGA DA CIDADE E A TARTARUGA DO CAMPO



A TARTARUGA DA CIDADE E A TARTARUGA DO CAMPO


Certo dia no mês de Março, fomos alertados para um barulho estranho no jardim. Deparámo-nos com surpresa com uma tartaruga acabada de cair de um quintal da vizinhança. Possivelmente teria estado em hibernação à algum tempo e ficamos sem saber o que fazer com aquele animal. Até que alguém sugeriu que em Água de Pena existir uma outra tartaruga no tanque de rega das Queimadas. Ora, como estávamos de férias e iríamos em breve passar alguns dias na quinta, resolvemos levá-la.

Começámos por colocá-la numa cesta de vimes tapada e lá foi a tartaruga de autocarro a caminho de uma nova casa. Ao chegarmos a Água de Pena, uma das primeiras tarefas, foi colocá-la no já referido tanque de rega, de forma rectangular e com uma altura de aproximadamente meio metro de profundidade. E ficamos junto à berma, a vê-las nadar de um lado para o outro, onde de vez em quando vinham à superfície respirar.

De regresso das férias, todas as vezes que telefonávamos para os caseiros, perguntávamos como estavam as tartarugas, ao que recebemos a notícia de que uma delas, apareceu a boiar morta. Nunca soubemos qual delas acabou por sucumbir, embora nos parecesse que a tartaruga da cidade, possivelmente teria sido vítima da que já se encontraria no referido tanque.

O tanque ainda hoje existe, resistindo ao tempo e às inúmeras mudanças que toda a zona envolvente tiveram. Quando por ali passo, recordo sempre aqueles momentos mágicos em que debruçados no muro circundante, passávamos a tarde vendo-as para cá e para lá, em longas braçadas, deslizar na água. Porventura, na esperança de um dia ainda poder ver uma das tartarugas viva…



terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

À ESPERA DO AVIÂO


14 de Março de 1965 - Aí estamos nós! Sentados na miudinha pedra do jardim, esperamos que o avião desponte no horizonte. Viras a cara para o lado, não sei em que pensavas ou evitavas o Sol. Ao fundo, as portas da sala, à direita o silêncio da capela de quando em vez quebrado pelos toques do sino, enquanto eu admirava o circulo colorido do vitral. O tempo parava para nós! Mas o tempo silencia o nosso pensamento...   

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

UM AVIÃO NO HORIZONTE - 2ª.parte

Primeiro, todos queriam tocar o velho sino. Ouvir o som expandir-se entre os pequenos montes da quinta. Leão, abanava a cauda sem saber a quem dirigir-se perante tamanha confusão. Alguém alvitrou que tínhamos de lavar as mãos e ir para a mesa. Então, todos se precipitavam para a torneira mais próxima, causando um engarrafamento geral.

No piso térreo, a sala de jantar escancarava as portas com as venesianas pintadas de tons verde garrafa. Ao centro, a imensidão da mesa, lembrava mais uma festa de casamento que um almoço de meninada em férias escolares. Pratos e talheres primorosamente colocados, ocupavam os respectivos assentos das cadeiras feitas de vime ou de assentos em palhinha.

O nervosismo era geral! Os que eram estreantes arregalavam os olhos, onde cada canto, cada objecto eram novidades. Quem conhecia a casa, dava palpites e comentava futuras visitas a lugares esconsos, capazes de causar a maior das emoções e espanto.

Talheres tocavam e rapavam o fundo dos pratos, via-se que estavam com fome… É destes ares do campo! – comentavam os mais velhos. Agostinha presenciava num canto da sala e repreendia um a um, dizendo meio-amuada:
 - Só isso? Tanto comer bom que eu fiz e não comem nada? Credo, estas crianças não comem nada que preste! Nem sei para que faço almoço?!

As portas abertas de par em par, refrescavam a atmosfera. Os pratos iam mostrando o fundo da porcelana e então alguém gritou:

- Vem aí o avião…! Como se fosse a hora de saída do colégio, a criançada precipitou-se toda para o pátio em busca no horizonte do dito aparelho voador.

Os mais cépticos ainda comentavam… aonde? Não vejo nada!... ali!.. Não vês ali, mesmo à frente do teu nariz… enquanto uns apontavam o horizonte, outros curvavam o pescoço na direção recomendada. Ao longe, o pequeno e minúsculo avião virava rumo a terra. Depois, víamos um pontinho cinzento tomar forma, virar na rota da pista do campo de aviação, como diziam na altura. Aí vem ele…aí vem ele!... O Constellation faz-se na direção do asfalto e por fim aterra sem pressas. As hélices em movimento, etoam um doce barulho e os mais pequenos batem palmas felizes por verem aterrar um avião. Alguns ainda duvidam e questionam os adultos… E como é que o avião sabe onde vai parar? E como que é que os senhores que guiam o avião dão com o aeroporto? E… tantas perguntas que os adultos exaustos não tinham já capacidade para satisfazer a curiosidade duma tarde tão emotiva passada no velho mirante.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

CONCURSO POEMAS DE AMOR

Estão abertas as inscrições para o VI Concurso Poemas de Amor, patrocinado pela Junta de Freguesia de Machico. Mais informações no site da Junta.