terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O NATAL DE 1963

O navio LAKONIA em chamas


Muitas vezes temos dificuldade em nos lembrarmos de uma determinada data com precisão. Quantos de nós ao relembrar um acontecimento não conseguimos identificar o dia ou o ano. Contudo, um pequeno ou grande incidente, um dia triste ou alegre, a aproximação de uma data em que nos faz relembrar que foi naquela época, naquele dia, naquela hora que tudo vem à nossa memória...

Em casa havia uma azáfama fora de comum! Aquele Natal de 1963 era um pouco atípico ao reunirem-se na Madeira, um grupo de familiares e amigos que iriam fazer todos os possíveis para juntarem-se em grande festa. Eram os amigos mais chegados que vinham de Lisboa, era o amigo Rock que vindo de Edimburgo via Londres, tinha sido convidado para passar uma temporada na nossa ilha, eram ainda as melhorias nas condições de acostagem do porto do Funchal e a previsão do aeroporto de Santa Catarina que estavam a mudar a Madeira, transformando-a num lugar com mais e melhores condições para servir os seus habitantes e os que nos visitavam. 
Pela manhã deu-se o alerta! Aos primeiros raios de Sol, a cidade do Funchal então calma, sem a confusão do trânsito, foi quebrada pelo alvoroço das sirenes dos bombeiros. Então, a noticia passava de boca em boca a uma velocidade nunca antes vista: o Lakonia estava a afundar-se! O Lakonia está em chamas!
Em casa era o caos! De repente, eu sai em pijama para o terraço de casa como se pudesse ver o sinistro. A minha mãe gritava desesperada como se fosse a casa que estivesse tomada pelo fogo, e eu fiquei sozinho em pijama, sem saber que atitude a tomar. A casa ficou como que abandonada, o presépio sem sentido a um canto, o cheiro a mel e a doces de Natal sem interesse, o rádio silencioso. Pessoas corriam nas ruas rumo ao cais da cidade. Homens do mar procuravam saber mais informações sobre o local. À porta da Radio Marconi, filas de pessoas procuravam respostas sem nexo. No cais da cidade, a minha mãe agarrada ao varandim de ferro gritava que queria seguir numa lancha em busca do Lakonia, enquanto um empregado do Blandy e os agentes da Guarda Fiscal tentavam acalmá-la. As pessoas começaram a dirigirem-se para o cais em busca de algo que pudessem ajudar naquele drama. A histeria da minha mãe era total, um agente do Estado, que a conhecia disse mais tarde que ficou com medo que ela se atirasse ao mar. Mais tarde, dizia-me que foi a única vez na vida que tinha perdido as "estribeiras", com as mãos fazendo pressão no varandim, acabou imóvel e sem força para raciocinar ou dizer o quer que fosse. Dizia-me que perdeu a noção do tempo e só pensava nos familiares e amigos que naquele amargo momento se encontravam em pleno oceano. Mais tarde, os navios que prestaram ajuda e encaminharam feridos e vitimas para o porto do Funchal, em especial o navio argentino SALTA, desembarcaram na Pontinha. A Tia Regina concedia uma entrevista ao Diário de Noticias do Funchal. Rock após se ter atirado à água, foi pescado por um salva-vidas e chegou inteirinho para as suas férias na Madeira. Em nossa casa o Natal de 1963, seria para sempre recordado com emoção. Enquanto foi vivo Mr. Rock  vindo das Highlands, divertia-se dizendo que graças às suas banhas, pois era muito "volumoso", e aos seus inseparáveis whiskies tinha aguentado o mar. Mas nós sabiamos que ele também era um excelente nadador, sem o qual não teria conseguido sobreviver.

Em memória de Rock, meio século depois!
CAM

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

REVISTA ILHARQ - ARTIGO SOBRE A MATUR

Chegou-me às mãos o último número da revista ILHARQ - Revista de Arqueologia e Património Cultural da Madeira -# 10. Como o próprio nome iindica, esta revista dá prioridade a assunto relacionados com Urbanização, Arqueologia na R.A.M.. O último número, dá ênfase entre vários temas em destaque ao caso MATUR, projectos e construção deste complexo turistico em Agua de Pena. É um excelente trabalho de pesquisa do Arquiteto José Gil Gama em que junta às imagens de maquetes e posteriormente de fotografias do andamento dos trabalhos à medida que se iam erguendo no terreno, acompanhado por texto descritivo.
Sem dúvida a consultar por todos aqueles que se interessam pela temática em causa ou que queiram reviver o projecto dos primórdios do turismo madeirense como primeiro aldeamento com estas características na Ilha.        

sábado, 7 de dezembro de 2013

CHEGADAS

O avião acaba de pousar. Os pneus desenfreados rolam pela pista. Trava a fundo o velho 727. A hospedeira tinha rosto de Spring Time no verde da farda. Pela janela, já vejo a velha estrada torneando a montanha entre casinhas fechadas em quintais. Lembra-me o velho samba de Orly, em jeito de mistério, exílio ao pisar a terra, aquele chão velho conhecido, dobrado de saudade. E como cresceu Goretti... amigos do peito. Quanta saudade naquele azul do mar! Velho Silvestre a vida a vender flores, passa no caminho e aquela curva danada de perigosa continua mesmo ali. Quando o Verão se abre e sinto o aroma da serra, maresia do calhau e eu a chegar, a chegar, a chegar para te abraçar... Velho pato danado sempre pronto para dar bicadas e o cão que não pára de ladrar. Como cresceu o menino na capital! E eu com aquela saudade de tomar um banho na água gelada, de apanhar lapas da enseada e ver se Teresinha já tem namorado. Maria dá-me de comer que tenho uma fome tamanha do teu milho com atum e aquele cheiro a uva americana?... prontas a ser vindimadas. Tudo cabia numa chegada, num avião 727 daquele tamanho.  

AGUARELA

Postal antigo - s/d s/e

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu

Vai voando, contornando a imensa curva norte-sul
Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando
É tanto céu e mar num beijo azul

Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
E se a gente quiser ele vai pousar

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo

Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
Depois convida a rir ou chorar

Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá


Toquinho

BRISA


A brisa sopra na tarde quente! Faz-me cócegas no rosto, dá-me alento para subir veredas, penhascos negros. Nas verdes levadas, cantam águas escorrendo sofrimento, mas continuam o seu caminho, seu destino sem fim. Dos pinheiros caem pequeninas pinhas, recolho-as para a lapinha que está para chegar. A magia da festa, brilha nos olhos das crianças e o velho baloiço agarrado aos ferros da vinha, baloiça endiabrado sem fim. Sei que te abandonei quando cresci! Mas que culpa tenho eu de ter crescido? De ter perdido o brilho, o sorriso ao te olhar? 

http://youtu.be/06fCMfcMnqk
DREAM BABY DREAM - BRUCE SPRINGSTEEN


sábado, 16 de novembro de 2013

sábado, 7 de setembro de 2013

UM MERGULHO NO ESCURO

Tirado do topo do edificio do Hotel Holliday Inn Madeira, a piscina apresentava-se imponente pronta para grande provas de natação. Os arruamentos estavam ainda em fase de construção, bem como as zonas envolventes. A recepção e o Clube de Bridge, davam já um ar de grandiosidade do projecto MATUR/Holliday/Grão Pará. Na parte inferior da estrada Funchal/Machico, o Bairro cheirava a tinta fresca e o terrapleno à direita era prenúncio do Yacht Club e de Apartamentos por construir. Da piscina, resta a longa agonia, o reflexo de um país milionário que se dá ao luxo de desperdiçar recursos. Um verdadeiro mergulho no escuro com o respectivo traumatismo craniano...  

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A ÚLTIMA CURVA

Por vezes parávamos o carro para apreciá-la! Ficávamos imóveis, deslumbrados pelas cores verde e azul, pelos barcos de pesca baloiçando sob as águas do mar, pela baía abrigada de Machico. Por vezes, passávamos uma eternidade olhando o casario que subia a encosta até tocar o céu e as núvens brancas.

domingo, 11 de agosto de 2013

FÉRIAS

No século passado, os madeirenses mais afortunados iam de férias para o Santo da Serra descansar! Depois, nos tempos dos velhinhos "Ilha da Madeira", Madeirense" ou Funchalense" quando faziam escala no Porto Santo nas suas viagens redondas, levavam os traziam turistas que aproveitavam as areias da ilha para se "dourarem". Mais tarde, surgiram o "Pirata Azul" o "Pátria" e o "Independência". Já as manas velhinhas "Milano e Machiqueira" estavam inoperacionais gastas pelo tempo e cansadas da borrasca do Mar da Travessa. Vieram os "Lobos Marinhos I e II" e com eles, novas oportunidades a madeirenses ciosos de areias brancas e finas.
As praias de areia negra, eram preteridas às Canárias, às Ilhas do Caribe e Nordeste brasileiro. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!

Nos anos 60', saiamos às 7 de casa. A cesta com o almoço ia recheada de petiscos feitos na véspera. Descíamos numa correria as velhas calçadas, a caminho do Almirante Reis. Era necessário todas as energias, para não perder o horário das 8 horas. A velha bilheteira, tinha um degrau de desnível em relação ao passeio da rua. A confusão, os empurrões,  e a anarquia dos passageiros e bilheteiros, os motoristas que por vezes não sabiam qual o autocarro que iriam conduzir, enervavam uns e outros. Uma viagem demoravam cerca de uma hora, desde que fosse directa, sem desvios, avarias etc... Os passageiros amontoavam-se e com eles, bagagem diversas seguiam para o tejadilho do automóvel. Na traseira uma escada metálica, era trepada por algum homem mais enérgico ou bilheteiros intratáveis para quem os pesados volumes eram tudo menos rosas.Por fim, enquanto uns se aninhavam nos bancos numerados, homens fumavam sem parar, exercitando longas fumaças como se fosse a chaminé da Casa Hinton. Pelas 8 horas, o motorista dava à chave e longas fumaças expedidas, o roncar da velha carroça Dodge dava sinais de nervosismo. Passageiros de última da hora, faziam sinais com os braços, querendo uma vaga no veículo, passageiros reclamavam que já passava da hora, quando por fim o velho horário contorna o chafariz, ultrapassa a confusão de peões que se atravessam na via a caminho das compras no mercado e sentimos nós os passageiros, que deixamos a cidade, ao contornar a Praça de Tenerife, desviar para a direita a caminho da Estrada do Conde Canavial, a caminho da Montanha, do Caniço e de Santa Cruz até à curva mais deslumbrante que anuncia a baía de Machico e com ela o términos do nosso destino, a praia de Machico.

sábado, 20 de julho de 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

quinta-feira, 20 de junho de 2013

domingo, 19 de maio de 2013

TARDE DE JOGO

No velhinho campo, debruçado sobre a praia de calhau, jogava-se! Possivelmente seria Domingo... possivelmente! Ainda os caminhos davam voltas e mais voltas, ainda as tardes eram tardes de sestas, de dormitar à sombrinha de uma velha ameixeira, enquanto se olhava o horizonte. Ao longe, o sino da igreja, incomodado, badalava em desenfreado concerto chamando os fieis e pecadores.  

quarta-feira, 8 de maio de 2013

MILHO BRANCO, ALVO E NEGRO


Milho branco, alvo e negro

Quando Maria de Jesus deu conta que não tinha milho suficiente para o almoço do marido e das suas duas filhas, resolveu pedir ao Manuel seu companheiro que fosse à vila, à venda do Freitas para comprar. 
Foi ao frasco de Tofina onde guardava as pequenas moedas, tirou uma nota de 20 escudos que era o que restava. Lá em casa, havia que dar de comer às pequenas Joana, de quatro anos que eu apelidava de Juanita e Salete, de sete.
Manel estava naquele dia mesmo com uma “secura na goela” expressão designada para a sua sede, o seu vício. Enquanto Mariazinha transmitia o recado, dava as orientações para que se apressasse, pois iria colocar a panela com água e iria migar a couve para o acompanhamento.
Depois, desceu a inclinada vereda, de inúmeros irregulares degraus, curvas pronunciadas sem fim que contornavam hortas, muros de casas e levadas do seu destino. Chegou ao centro da vila. Ao passar por uma viela, encontrara os amigos de disputas de jogadas de futebol, de histórias loucas contadas em tabernas, onde os homens com maior currículo contavam e acrescentavam linhas intermináveis à oralidade e ao suspense. Ali estavam Jarreta e Melro Preto em abespinhada discussão de troféus imaginários, de dias de glória e fama, de concursos de copos acelerados á procura de um Guinness na tasca de um João da Corte.

- Venham daí três secos!... Mais três ruços… Mais três de Jaqué… Mais…. Sem fim…

Quando deu conta, o “mar já estava picado”! A ondulação vitícola, fazia-se notar no caminhar descompassado, na viagem de regresso à sua Mariazinha do coração.

- Ah maldita vida dos pobres que passam a trabalhar e nada têm! – resmungava. Depois de ficar sem nada de valor na algibeira e nem se ter despedido dos colegas de “aceleração”,  foi  com muito custo e sofrimento tentando apalpar a vereda, os muros, inclinando-se ora a bombordo ora a estibordo, ne esperança de não cair dentro da levada ou nas couves dos vizinhos. Ia tão bem carregado que nem dava conta das bocas que lhe largavam pelo trajecto. Manel… prá frente é que é o caminho… Manel,  hui-hui … isso está mal… Manel, vais com uma tosga…… Estaria já perto de casa quando se apercebeu que não levava nem dinheiro, nem o milho para o almoço… Minha Nossa Senhora e agora???  Passou-lhe uma coisa pela cabeça e foi direito à pequena arrecadação do fundo do terreiro onde guardava os restos dos materiais dos pequenos biscates da construção civil. Depois deu com o saco branco da cal,  meteu-o debaixo do braço e rumou à cozinha. Sem ela dar conta, despejou o conteúdo na panela que aguardava fervura. Naquele momento, Mariazinha entrou e viu a argamassa começar a arreguar, e a ferver, salpicando com fúria tudo à sua volta,  Apercebendo-se da situação, a sua companheira começou aos gritos chamando o seu marido de tudo o que vinha à cabeça em matéria vernácula.
  
- Estuporzinho, queres é matar-nos a todos, dizia! 

Perante tamanho alarido, alguém da vizinhança chamou a policia. Entretanto Manuel, achou que o melhor era colocar uma pedra no assunto! Rumou ao fundo da fazenda, aconchegou umas folhas de bananeira secas que estavam caídas no solo, e adormeceu em balanços sem fim, até ser acordado e levado para a esquadra local. Ali passou a noite, para acalmar os efeitos da sua sede e no outro dia, soltaram-no! Rumou então à oficina de trabalho, esperou pela hora do almoço, pendurou uma corda na trave mestra e suicidou-se. Cansado de tudo, cansado da miséria sem fim à vista, cansado do mundo, partiu deixando as pequenas e a sua companheira de luta.  E quantas lutas desde que tinham partido ainda muito jovens para Moçambique, do regresso pós 25 de Abril, das filas para receber míseros escudos do IARN, das suas meninas que viviam da caridade de vizinhos, do trabalho que nada lhe dava em troca, Manel desistiu de viver.

Um ano depois, um anjo levou Joana! Tinha apenas cinco anos, atropelada na Ponte Nova por um indivíduo embriagado que no seu carro e sem escrúpulos, arrastou a criança até à morte. Já a sua irmã tinha sido também vitima em Lourenço Marques de uma situação idêntica anos antes. Quanto a Maria de Jesus ou melhor Mariazinha,  casou de novo mas a sorte também não lhe sorriu, sendo vitima de constante violência no lar.

Nem sempre o milho é branco e alvo. Por vezes aquilo por  que passamos se transforma em negritude, desilusão e pobreza, que o diga o casal que conheci. E andávamos todos naquela época tão confiantes que a vida iria melhorar…   

CAM-08-05-2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

segunda-feira, 22 de abril de 2013

quarta-feira, 17 de abril de 2013

ACÇÕES & AÇÕES

Acção da Matur, com a particularidade de ter a data de 10 de Maio de 1974, alguns dias depois do 25 de Abril do mesmo ano.

MACHICO ASSINALA AMANHÃ DIA DOS MONUMENTOS


Machico assinala Dia dos Monumentos e Sítios

Diversas acções no Núcleo Museológico/Solar do Ribeirinho

 
A Câmara Municipal de Machico promove, na próxima quinta-feira, 18 de Abril, uma série de iniciativas no Núcleo Museológico de Machico - Solar do Ribeirinho, no âmbito da comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Recorde-se que o tema desta data é 'Património+Educação=Identidade'.
Às 10h30, realizar-se-á uma visita guiada ao museu, destinada a uma turma do pré-escolar do Infantário O Barquinho, de Machico.
Já na parte da tarde, pelas 14h30, haverá uma actividade de exploração pedagógica de uma obra de arte, destinada a uma turma do 1º Ciclo/3º ano da EB1/PE dos Maroços.
Às 18 horas, será apresentada ao público uma peça de latão de Nuremberga, que era utilizada como 'prato de esmolas' característico de finais do séc. XV, princípios do séc. XVI.
Às 18h30, realizar-se-á uma conferência da rubrica 'Conversas do Solar', que versará o tema 'Os poetas da família de Francisco Álvares de Nóbrega, Camões Pequeno'. O conferencista será o advogado e investigador Rui Nepomuceno.
As entradas no Solar do Ribeirinho - Núcleo Museológico serão gratuitas no dia 18.
D.N. de 17 de Abril de 2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

DIA 28 - APRESENTAÇÃO PÚBLICA DOS MAIS ANTIGOS INDÍCIOS DOS POVOADORES DA MADEIRA


  • ASSUNTO: APRESENTAÇÃO PÚBLICA DOS MAIS ANTIGOS INDÍCIOS BIOLÓGICOS DOS POVOADORES DA MADEIRA – O CASO DE “ANA D’ARFET – OU A MAIS ANTIGA MULHER DE MACHICO”
    A Junta de Freguesia de Machico, na qualidade de entidade que detém o espólio arqueológico descoberto em 2006, apresenta, na próxima quinta-feira, dia 28 de Fevereiro de 2013, às 18h:00min, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Machico (sito à Travessa do Mercado, n.º 13) os materiais biológicos da descoberta sensacional dos mais antigos restos biológicos do século XV dos povoadores da Madeira.
    Os estudos têm sido sujeitos a análises arqueométricas nos últimos anos, e permitem aprofundar o conhecimento sobre o quotidiano da mais antiga Capitania dos Descobrimentos Portugueses (Machico) e refundar novas abordagens acerca dos povoadores da Madeira.
    A apresentação pública será conduzida pelos investigadores envolvidos nos estudos: Brian Philp (arqueólogo britânico da Kent University/Kent Rescue Archaeology Unit), Élvio Sousa (Arqueólogo da Câmara Municipal de Machico) e Rafael Nunes (investigador do CEAM/CHAM- Centro de História de Além-Mar da Universidade Nova de Lisboa).
    A moderação da apresentação será coordenada pelo presidente da autarquia machiquense, Ricardo Sousa, que participou e financiou a totalidade dos estudos.
    A ocasião servirá, igualmente, para o lançamento de um produto editorial bilingue, para a divulgação dos achados arqueológicos.

sábado, 19 de janeiro de 2013

VIII CONCURSO LITERÁRIO


Está já on-line, as normas do VIII Concurso Literário "Francisco Álvares de Nóbrega" para o corrente ano.
Mais informações na página da Junta de Freguesia de Machico ou Camara Municipal de Machico

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O PROJECTO MATUR

A RTP-MADEIRA, apresentou ontem dia 16 de Janeiro, no programa "EM REPORTAGEM" a história do Projecto Turistico MATUR - A primeira cidade turistica da Madeira. Para quem tiver algum interesse em rever ou não tenha tido possibilidade, poderá aceder ao site da RTP-M à reportagem. Com imagens desde 1967 até à actualidade, ficarão os interessados em saber com uma melhor noção das diversas fases melindrosas, projectos e desilusões de uma obra que começou mal e acabou num triste fim. 

sábado, 12 de janeiro de 2013

CASA DA PORTELA

A CASA DE CHÁ DA POTELA, em formato postal de autor desconhecido, possivelmente dos aos 60'.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

MACHICO E A REVOLTA DA MADEIRA

A foto mostra os canhoeiras IBO e BENGO na Baia de Machico o dia 2 de Abril de 1931. Uma imagem histórica para os acontecimentos que iriam rebentar na Revolta da Madeira, também conhecida pela Revolta da Farinha e do Pão. O Caniçal e Machico foram pontos importantes, onde as tropas do regime desembarcaram e rumaram ao Funchal. Factos para serem "redescobertos" nos vários livros que existem e contam com pormenor esta época. Seriam dois dias depois em 4 de Abril, a data marcada para o início da ofensiva.