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A TERRA VERMELHA, O VENTO QUENTE VINDO DE LESTE NA MINHA MEMÓRIA OS VELHOS BINÓCULOS ZEISS PROCURAVAM TESOUROS DO CAPITÃO KID OU UM MOSQUITO NAS DESERTAS. A PERSPECTIVA DE CARLOS ALBERTO MONTEIRO
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
CONCURSO LITERÁRIO
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
... A VER A BANDA PASSAR
Dia de Carnaval! A banda municipal vestida a rigor com máscaras de indios peles vermelhas, dá voltas pelas ruas da cidade. A meninada corre num reboliço atirando confetis e das varandas moças enrolam serpentinas. As meninas suspiram de amor e a música de Chico Buarque etoa nos instrumentos de sopro... Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor.
Dia de Carnaval! A banda toca no Jardim Municipal sambas de outrora, olhares cruzam o anfiteatro e a moça leva um sorriso de esperança, porque amanhã é quarta-feira de cinzas.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
MERCADO VELHO - MACHICO
domingo, 15 de fevereiro de 2009
19 ANOS DEPOIS...
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
AUGUSTA - COZINHEIRA MÁGICA
Agostinha
Era mágica esta mulher! Tinha as mãos de ouro como cozinheira-mor da casa. Teria vindo muito menina, da Ponta do Sol sua terra natal, para trabalhar como aprendiz de cozinheira e posteriormente com total liberdade para as fainas culinárias. Dizia-se que uma boa cozinheira, podia prender um homem!... Confesso que não sei… O que sei é desde muito cedo, sempre fui bom garfo e a Agostinha prendeu-me toda a vida pelo bom petisco e não só, por um cálice de vinho Madeira que nos fazia sentir nas nuvens!
Eram às sextas-feiras que o Senhor Manuel trazia do velho terno na Rua do Seminário, as carnes e legumes em cestas de vime ou de cana vieira entrelaçada, as compras do mercado. Num dos braços, vinha sempre um garrafão de vinho da casa, diziam uns que para temperar os bifes… Em dia de São Bife, Agostinha convidava-me a ir à velha dispensa por baixo do vão da escadaria, às escondidas bebiamos um copito de vinho antes do tempero dos bifes. Dos altos céus, Baco mostrava aquele ar prazenteiro, voltas de contentamento, até ao dia em que fomos apanhados em “flagrante delitro”. Caíu o Céu e a Trindade!
_ Como é possível dar vinho a uma criança? Resposta pronta da Agostinha:
- Menina isto não faz mal a ninguém! É vinho para temperar os bifes…
Era mágica esta mulher! Tinha as mãos de ouro como cozinheira-mor da casa. Teria vindo muito menina, da Ponta do Sol sua terra natal, para trabalhar como aprendiz de cozinheira e posteriormente com total liberdade para as fainas culinárias. Dizia-se que uma boa cozinheira, podia prender um homem!... Confesso que não sei… O que sei é desde muito cedo, sempre fui bom garfo e a Agostinha prendeu-me toda a vida pelo bom petisco e não só, por um cálice de vinho Madeira que nos fazia sentir nas nuvens!
Eram às sextas-feiras que o Senhor Manuel trazia do velho terno na Rua do Seminário, as carnes e legumes em cestas de vime ou de cana vieira entrelaçada, as compras do mercado. Num dos braços, vinha sempre um garrafão de vinho da casa, diziam uns que para temperar os bifes… Em dia de São Bife, Agostinha convidava-me a ir à velha dispensa por baixo do vão da escadaria, às escondidas bebiamos um copito de vinho antes do tempero dos bifes. Dos altos céus, Baco mostrava aquele ar prazenteiro, voltas de contentamento, até ao dia em que fomos apanhados em “flagrante delitro”. Caíu o Céu e a Trindade!
_ Como é possível dar vinho a uma criança? Resposta pronta da Agostinha:
- Menina isto não faz mal a ninguém! É vinho para temperar os bifes…
TERRA DE MENINOS
Quando era criança, os adultos tratavam-me por menino. As outras crianças eram “os pequenos ou pequenas” conforme o seu estrato social. Quando viajava pelo campo, independentemente da idade ou do seu estado civil que possuísse, eram os forasteiros obsequiados com o título de menino ou menina. As empregadas que residiam na minha casa, trataram-me toda a vida como o menino. Era uma forma carinhosa e acima de tudo o respeito de tratar as pessoas, só vista no campo da Madeira. Confesso que me fazia confusão! De igual modo, quando se cruzavam com outras pessoas, davam sempre os Bons Dias ou Boas Tardes! À alguns anos, Zélia Gattai, esposa de Jorge Amado, escreveu um livro com o titulo de “Chão de Meninos” (povoação perto de Mafra) por achar o nome enternecedor. Por sua vez os Galegos tratam muitas vezes os seus cidadãos por “nenos ou nenas ” (meninos ou meninas) com a mesma formalidade que nunca os ouço designar “os velhos”. Essa designação é apelidada seja na Galiza ou na Espanha castelhana por “mayores”! Confesso que nunca liguei a estes títulos honoríficos, embora os compreenda no passado um pouco feudal da Madeira, mas apeteceu-me tocar neste assunto, até porque nestas coisas dos blogues, temos a grande vantagem de podermos exprimir livremente as nossas ideias.
Como gesto final, terei de homenagear aquela maravilhosa Augusta.
Como gesto final, terei de homenagear aquela maravilhosa Augusta.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
MATUR - Publicidade
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