El Reloj (Armando Manzanero)
Reloj no marques las horas
Porque voy a enloquecer
Ella se irá para siempre
Cuando amanezca otra vez
Nomás nos queda esta noche
Para vivir nuestro amor
Y tu tic-tac me recuerda
Mi irremediable dolor
Reloj detén tu camino
Porque mi vida se apaga
Ella es la estrella que alumbra mi ser
Yo sin su amor no soy nada
Reloj no marques las horas
Porque voy a enloquecer
Ella se irá para siempre
Cuando amanezca otra vez
Detén el tiempo en tus manos
Haz esta noche perpetua
Vara que nunca se vaya de mí
Para que nunca amanezca
Para que nunca amanezca
Para que nunca amanezca.
A TERRA VERMELHA, O VENTO QUENTE VINDO DE LESTE NA MINHA MEMÓRIA OS VELHOS BINÓCULOS ZEISS PROCURAVAM TESOUROS DO CAPITÃO KID OU UM MOSQUITO NAS DESERTAS. A PERSPECTIVA DE CARLOS ALBERTO MONTEIRO
sábado, 31 de outubro de 2009
O RELÓGIO - MACHICO
domingo, 25 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
FALTA PEDRA EM AGUA DE PENA
domingo, 11 de outubro de 2009
FORUM MACHICO
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
RANDÓ DAS BRUXAS
- Conjunto de notas que exprima, a suavidade misteriosa da Lua, meio velada, iluminando a paisagem quase agreste do Miradouro, e o silêncio do Vale Machiqueiro.
O reflexo da Lua no mar exprimindo uma saudade, longinqua, irreal...
2. De quando em vez o sopro agudo da aragem fria, passando no descampado, penetrando nas concavidades da rocha e extinguindo-se.
Novamente a calma.
3. Muito longe, um bater de asas, murmúrios, e gargalhadas abafadas, em conjunto com a 1ª. parte (1º.).
Alvoroço de asas - vozes em coro - música de dança.
Aparecimento do bando, começando a dançar.
RANDÓ DAS BRUXAS
A luz da Lua
Pálida e fria
Ilumina o mar
A rocha bravia.
A aragem fresca
Convida à dança
E o nosso bando
Todo se apressa,
Batendo as asas
Ensaia os passos
suaves e lentos
Endiabrados
conforme o vento
Urra ou canta
Sacode em fúria
A natureza.
Gritos de angústia,
Beijos de amor
Toadas mansas
Embaladoras
Da voz do mar.
Tudo prepassa
Na nossa dança.
Das almas puras
O odor das rosas.
Dos corações
O desespero
O anseio louco
D'amor infeliz.
E as nossas asas
Num remoinho
Já estão cansadas
Quase quebradas
De tanta dor.
De tanta dor
Dilaceradas.
Um murmúrio triste
Deixa-se perder
Pelas quebradas.
.......................................................
Como da terra
Brota a nascente
Também da alma
Nasce o alento
E novamente ....................
Maria Fernanda Correia
Poema manuscrito em 1963 - Água de Pena
A palavra "randó" deveria ser rondó, mas consta assim no original.
